2º – Press Release
Caríssimos
Aqui vai mais noticia da excelente prestação da nossa selecção de Vela no Campeonato africano de Optimist.
Temos estado num tal estado de graça (e de concentração) que nem tenho tido muito tempo para escrever.
Até ao momento, passado que está meio campeonato, temos 4 atletas nos primeiros 9 lugares da classificação geral: 2º (Filipe André “Puto” – vencedor da 1ª regata, onde tivemos os 3 primeiros lugares), 4º (António Joana “Pariloco”), 5º (José Ventura “Cabila”) e 9º (Mário domingos “Marió”).
Claro que muita água terá ainda de passar por baixo daqueles patilhões, mas é sempre um orgulho olhar para a classificação e ver tantos “ANG” !
É de lembrar que em 2008, mesmo com uma surpreendente vitória numa das regatas por parte de um dos nossos atletas, o melhor lugar final foi na casa dos 20 (!).
Desde então muito tem melhorado o nível da nossa vela como resultado do esforço de todos os intervenientes – Atletas, treinadores, clubes, patrocinadores e federação.
A luta está muito dura naqueles primeiros 10 lugares e penso que o campeão deverá sair de entre os 4 atletas no topo até ao momento.
Os nossos outros 3 atletas viram-se arredados da luta pelos lugares cimeiros por terem tido penalizações logo nos primeiros dias: OCS (partida antecipada), DSQ (regra 42 – sempre muito polémica) e DNC (largada não realizada) – todos eles punidos com 75 pontos, por existirem 74 barcos em competição.
Como com as novas regras só há um descarte, quem tiver duas situações destas fica logo remetido aos lugares mais afastados em termos de classificação.
Por isso mesmo tudo pode acontecer, de bom (esperemos) ou de mal (oxalá não) com os nossos atletas (e os outros).
6 regatas são 6 largadas de stress e muitas horas de atenção para não cometerem erros ou infracções.
De qualquer modo estamos muito bem 🙂
Menos boa foi a participação ontem no campeonato de “Team Racing”, onde as equipas competem aos pares – com 4 embarcações por país, num sistema de Match Racing com júri atrás dos atletas e decisões na água. É uma modalidade muito exigente em termos tácticos e de conhecimento das regras – requerendo muita experiência (ler manha…) e treino. Vencemos a nossa primeira prova contra a Tanzânia, mas na seguinte sucumbimos contra a forte equipa da Argélia (campeã por equipas nos últimos anos). Fomos ainda repescados contra o Quénia mas perdemos de forma inocente na última perna, quando tínhamos a vitória na mão… fica para o ano 🙁
A vitória ficou para a África do Sul, vencedora, brilhante por mérito e por ter um atleta verdadeiramente de excepção (David Wilson), tendo ganho por 2-0 à melhor de 3 na final contra a surpreendente equipa de Moçambique (2º lugar), após esta ter derrotado a Argélia (Bronze) nas meias-finais, numa excelente demonstração de como o treino e o trabalho de equipa conseguem resultados.
A melhor atleta feminina até ao momento – e que penso ser difícil que não seja a campeã africana – é a Moçambicana Deisy Nhaquile, super simpática e eficiente na água.
Há que dizer que uma das mudanças que se fazem notar desde que participamos nesta prova (2008), apenas com interrupção no ano de 2011, é o domínio de países do Magreb francófonos (Argélia e Tunísia) e PALOPS (Angola e Moçambique). Tirando o fabuloso atleta Sul Africano David Wilson (vencedor de 4 das 6 regatas e com mais um 2º e 5º lugar), nitidamente ao nível dos mundiais (onde acabou nos 70 primeiros…), só outro atleta do mesmo país em 8º e outro em 17º aparecem em posições cimeiras.
Também o nível de penalizações mudou muito, parecendo haver um elaborado trabalho dos treinadores de todos os países para que se cumpram as regras e, quando não se podem evitar situações faltosas, auto-penalizar evitando assim as penosas sessões de discussão dos protestos e consequentes desqualificações. No final de cada prova são as dezenas os impressos que temos de preencher para justificação de auto-penalização – obrigatório para anular algum possível protesto.
Hoje, quarta feira dia 23, foi o dia mais cansativo para os adultos responsáveis pelas equipas pois é o dia oficial de descanso dos atletas em competição… o que significou ir para um grande centro comercial ver lojas e fazer compras, jogar jogos de vídeo, de corridas de carros, de bowling e comer “fast-food” o dia todo – para fazer a vontade aos nossos atletas 🙂
À noite há um jantar de churrasco e buffet para todos aqui no nosso hotel e depois é ir descansar cedo para atacar o resto do campeonato.
Vamos esperar o melhor 🙂
—
Nuno Gomes
Com a selecção de Optimist de Angola em Dar-es-Salaam “


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