Clube Naval de Luanda| Instituição de utilidade pública

O Remo em Angola

Contra todas as expectativas de remo em Angola

Traduzido da publicação em inglês do Site da Federação Internacional de Remo:
http://www.worldrowing.com/news/against-the-odds-for-angola-rowing

Foi há três anos atrás que Angola esteve com o seu primeiro remador num cenário internacional. O seu nome era André Matias e ele correu no Mundial de Remo, Campeonato de Sub-23 na classe single masculinos de pouco peso. Para uma nação que tem uma história de remo que remonta 130 anos, este foi um grande passo.

Agora Angola avançou mais um passo no remo. Um contentor de carga de barcos, remos, peças de reposição e aparelhos a remo chegou agora ao país empurrando-o para a frente na modalidade.

Este impulso recente é construído sobre uma longa, embora acidentada, história do remo. O Remo foi introduzido durante a era colonial Portuguesa. O único clube com remo, o Clube Naval de Luanda está recentemente a comemorar os seus 130 anos. Após a independência, em 1975, a guerra civil que se seguiu parou qualquer actividade de remo. A guerra civil terminou em 2002.

O director, atleta, treinador e técnico de Angola, Heráclito Guimarães tem sido fundamental para ajudar a obter a nova remessa de barcos para o seu país. Guimarães remou internacionalmente um par de anos atrás, e ele está entusiasmado para ver este desporto em Angola continuar a desenvolver-se. A Federação de Desportos Náuticos de Angola apoia o desenvolvimento da modalidade e ofereceu formação de treinadores de remo para os clubes.

A obtenção do envio de barcos para Angola foi um processo de 13 meses totalmente conduzido localmente e marca a primeira vez desde a guerra civil que Angola importou barcos a remos. “Todo o processo era novo”, diz Guimarães, “e nós tivemos que perceber o que fazer.” Chegaram barcos para águas lisas e barcos para a costa, bem como quatro novos aparelhos a remo para treino.

 

 

 

 

 

 

 

 

O remo em Angola actualmente tem lugar na baía do porto de Luanda (capital de Angola). Este é o lugar onde se situa o Clube Naval de Luanda. Guimarães espera que mais clubes iniciem a modalidade e também uma expansão no remo costeiro com o objectivo de se poder utilizar os 1.900 km de costa disponíveis.

Numa nação onde o futebol é o principal desporto, Guimarães diz que a população em geral não sabe “quase nada” sobre este desporto, assim Guimarães avançou para o terreno para atrair o interesse. “Convido as pessoas na rua para tentar aprender e vencer o desafio. Eu digo a eles: “Isto é apenas para os melhores. Serás tu um deles? Prova-o para nós!

“Guimarães tem recebido reacções positivas quando fala sobre o remo, “Toda a gente diz, ‘Eu quero experimentar.’
“Para o futuro, Guimarães espera que Angola possa vir a preparar os atletas para os Jogos Olimpicos de 2016 no Rio. “O sucesso é o resultado de um trabalho persistente, e é isso que estamos a fazer todos os dias… Trabalho, trabalho, trabalho.”

“Ninguém pensou que teríamos 10 barcos na água em Março de 2013, e ninguém acreditava que uma semana depois de termos os barcos, teria 10 atletas a remar sozinhos! Este fim-de-semana vou ter todos os 10 barcos com atletas a remar. ”

 

Na foto: Alguns dos barcos que compõem a nova frota de Remo que Angola recebeu © Remo Angola


 

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